28/12/2009

XVI - NATAL NA BLOGOSFERA

Na ausência de presentes para distribuir aos visitantes e participantes deste espaço, decidi lançar a lista de + NONSENSE, algo que já devia ter feito e que agora vou actualizando com a indicação dos espaços da mais fina e desequilibrada sociedade virtual. Agora os visitantes podem saltar rapidamente daqui para outro espaço igualmente perturbador e emocionante...

14/12/2009

XV - HOTSPOT

Com a chegada do frio, e as contas do aquecimento central a aumentar, tive que adoptar uma medida económica e fui buscar o novo Hotspot da Galp (o branco fica mesmo bem na sala). Vem pronto a usar e com um vale de recarga para a botija de gás....agora é só esperar a entrega!!

30/11/2009

XIII - ESPERANÇA

Este texto pode parecer um pouco infantil, ingénuo ou mesmo absurdo, mas a verdade é que contra toda a história, factos e realidades, estou com alguma esperança para o encontro de Copenhaga (United Nations Climate Change Conference).

Eu sei que o mais natural é daqui a umas semanas estar aqui a satirizar a postura dos países mais desenvolvidos, ou emergentes. Países cegos pelos lobbys e interesses locais, ou se preferirmos, pessoais. Países que parecem viver dentro de uma redoma, onde a visão global serve unicamente para aumentar as exportações e nunca para qualificar mentalidades. Países que assemelham-se ao novo rico mais ignorante, que não sabe distinguir os talheres na mesa, ou acha que o melhor vinho é sempre o mais caro. Países cegos, ignorantes, egoístas e estúpidos, sim estúpidos, porque é preciso ser-se mesmo estúpido para ter olhos e não ver.

No entanto, algo parece estar a mudar, pelo menos em alguns continentes onde a informação corre livremente. Parece que após anos e anos em que o tema era considerado tabu, passou a constituir tema de discussão, e que as gerações emergentes (se calhar por estarem em idade de voto) berram bem alto e fazem-se ouvir.

Tenho alguma esperança porque já não há forma de escamotear o  problema (aquecimento global), já não há forma de esconder a realidade e os milhões de vozes que se fazem ouvir, já não dá para ocultar os nossos erros e as consecutivas consequências do nosso comportamento. Já não dá.

Tenho alguma esperança porque os políticos começam a parecer outros (ou transformaram-se porque já não nos podem ignorar). Neste momento não me interessa se um político é um falso, um vendido, desde que as suas acções sejam conduzidas por uma opinião pública consciente. 

Tenho alguma esperança, embora saiba que provavelmente vou estar aqui a satirizar o mundo e o Homem daqui a umas semanas. Se tivesse que apostar, apostava no fracasso do encontro, no entanto tenho esperança...não sei bem porquê. Tenho esperança...





23/11/2009

XII - PARA VER E OUVIR

Há certas coisas que devem ser partilhadas...Fujiya & Miyagi é definitivamente uma delas...para ver e ouvir.



20/11/2009

XI - RIDÍCULO

Deparei-me com uma notícia ridícula que refere o seguinte:

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

E ainda acrescenta: Portugal não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos e terá o segundo menor crescimento dos 30 países da organização com sede em Paris[+]

Impossível…será que alguém consegue acreditar nisto? Nós!!!....nós que estamos em plena retoma, que temos todos os sistemas a funcionar optimamente, que vamos ter o TGV e um novo aeroporto, que se calhar até vamos ganhar o mundial na África do Sul…nós? RIDÍCULO…que é para não dizer absurdo!!

18/11/2009

X - O SÍMBOLO PERDIDO

Acabei de ler "O Símbolo Perdido" e apesar de tudo o que podia referir, apetece-me apenas dizer isto:

Acho que Dan Brown devia ter um conversa com José Saramago

11/11/2009

XIX - MURO INVISIVEL

A 9 de Novembro de 1989 são abertas as fronteiras entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental, cai a cortina de ferro, segue-se a reunificação de uma cidade e principalmente de um povo dividido pela hipócrisia do Homem (atenção - a natureza do Homem não é hipócrita, o seu rumo, cegueira, egoismo e individualismo, por vezes é). A 9 de Novembro de 2009 festeja-se em Berlim, como em todo o mundo, a queda de um muro, que era muito mais que uma barreira física. De alguma forma representa a restituição da liberdade, um bem exponencialmente imprescindível para uma sociedade emergente. Ao ver as imagens de há 20 anos, ao sentir o momento e a festividade actual, parece que há uma lufada de ar fresco no ar, um espalhar de felicidade e alegria, um sentimento puro, uno, global. E é verdade.

De repente vêm-me à memória as imagens de outros muros invisíveis, actuais, contemporâneos: a ocupação e opressão no Tibete, que manda para a prisão jovens que estiveram a distribuir panfletos, e abafa, destrói uma cultura; os extremistas no médio oriente que diariamente matam pessoas no Afeganistão, Iraque e Paquistão; os terrenos ocupados na Palestina com muros e balas bastante reais; as guerras em África, onde o único objectivo é ver o concorrente que chega ao cimo da pirâmide para continuar a roubar os outros; os reféns da droga na América do Sul; e os nossos responsáveis na Europa cuja actuação política encontra-se refém das relações internacionais com todos os que roubam, matam e calam, apenas porque temos boas relações económicas com eles.

Festejamos a liberdade, sentimo-nos melhor com a celebração de um muro que cai, e deviamos...mas há tanta sujidade debaixo do nosso tapete...

Vejam apenas um exemplo: Este vídeo de Michael Jackson chamado "Earth Song" de 1996, nunca foi lançado nos EUA, historicamente o maior poluidor do planeta, razão pela qual quase não foi divulgado no resto do mundo. Para evitar uma "consciência global" aplica-se um simples muro (ou lápis azul) aos media, para controlar a opinião pública. Foi em 1996 nos EUA, mas todos nos lembramos de vários exemplos actuais pelo mundo fora...certo?

01/11/2009

VII - O PREÇO "PERDIDO"

Parece que a Fnac do Chiado promove a mobilidade com descontos, quem descer um piso ganha maiores descontos. Foi assim que encontrei o "O Símbolo Perdido" de Dan Brown, primeiro com um desconto de 10% ou seja a 22,45 euros, e depois também com um desconto de 10% a 20,70 euros. Assim, quem procurasse o livro no piso inferior via a procura premiada com um valor mais apelativo. Confesso que fiquei indeciso "Então agora qual é que levo?...será que o mais barato tem páginas perdidas?", lá optei por poupar uns tostões e levei o mais barato, o que tinha o desconto de 10%! Ainda bem que o livro não era de matemática...



29/10/2009

VI - SÃO UNS BEBÉS

Pois é....fazem hoje 50 aninhos e merecem um "post". Quem é que não acompanhou as histórias destes dois gauleses e da aldeia que aterrorizou o império romano? Quem é que não ficou horas vidrado nas aventuras hilariantes destes resistentes? Quem é que não conhece as personalidades tão vincadas das várias personagens deste mundo?...pois é, eles estão aí, jovens como nunca, para nos fazer rir e divertir. Pode parecer absurdo, mas aqui dá-se os parabéns a personagens de banda desenhada. Parabéns Asterix e Obelix.



26/10/2009

V - SEM TÍTULO

Foram 45.000 bilhetes que voaram para um concerto dos "U2" em 7 horas, e outros 45.000 que desapareceram, para uma repetição do evento, em apenas 4 horas. Acho que se os U2 fizessem uma estafeta de 10 dias conseguiam vender 450.000 bilhetes, e até digo mais, provavelmente iam reformados e crianças recém nascidas, se isso implicasse um novo recorde do Guiness. Parece que os portugueses dão grandes sinais de retoma, e que as estatísticas enganam-se quando falam em 10% de desemprego na população activa. E mesmo que isso seja verdade, o que é que isso interessa quando podemos coleccionar mais um recorde para o nosso grande País. Mais um para constar ao lado da maior manta de retalhos do mundo, da maior bandeira humana ou do maior lançamento em simultâneo de aviões de papel (atenção, foi em simultâneo). Desconfio que andam-nos a enganar com estatísticas e dados económicos falsos, querem-nos meter medo, a nós, alegre população do mundo. Saio à rua de madrugada e não vejo ninguém a dormir à porta do centro de emprego, ninguém a correr atrás de trabalho, e ninguém com medo de perder o trabalho por mentir porque afinal não estava com gripe A, mas sim na fila da fnac.  Sinto-me enganado porque as medidas económicas que tomei nada ajudaram o meu País, porque o esforço extra no trabalho de nada serviu, porque a maior produção nada quiz dizer. Não percebo porque é que o governo não faz nada, como por exemplo passar a organizar concertos com desconto no IRS. Já pensaram no equilibrio económico da segurança social se tivessemos os U2, Madonna, Guns n´Roses, etc a ajudarem. Fico feliz por saber que os portugueses estão bem, que não precisam esperar pela retoma de 2010, uma vez que ela já está aí. Já não sinto a consciência pesada quando gasto dinheiro em coisas acessórias...devia ter comprado o bilhete de U2.

...ontem à minha frente na fila de supermercado estava uma senhora com um olhar carregado e o filho ao lado, tinham quatro coisas de primeira necessidade para comprar e o cartão não passou...disse que ia a casa buscar dinheiro...provavelmente não voltou.

20/10/2009

IV - MANKIND IS NO ISLAND

Por vezes gosto de vaguear no meu primeiro espaço, e embora não faça qualquer intenção em andar a colocar anteriores divagações, por mais que goste delas, muito menos temas importados (youtube and others) cruzei-me com este filme excepcional que ganhou o Tropfest NY 2008.



[Absurdo é olharmos para as paisagens e esquecermos as pessoas. Absurdo é ignorar a essencia da vida, ou seja a vida em si, os outros. Absurdo é acharmo-nos melhores quando o nosso valor é constantemente posto à prova no dia a dia. Absurdo é não olhar, não ver, não sentir. Absurdo somos nós em grande parte do dia, quando não nos revoltamos com algumas constatações da vida. Absurdo é não sermos melhores quando podemos. Absurdo sou eu, és tu. A constatação do absurdo não serve de nada se não for para construir algo que faça mais sentido...no limite, absurdo é tudo fazer sentido.]

08/10/2009

I - PROVOCAÇÃO INICIAL

"A inteligência também me diz, a seu modo, que este mundo é absurdo. Por mais que o seu contrário, que é a razão cega, pretenda que tudo é claro, em vão espero provas, desejando, embora, que ela tivesse razão. Mas sei que tudo isso é falso, apesar de tantos séculos pretensiosos e por sobre tantos homens eloquentes e persuasivos. Pelo menos nesse plano, a felicidade não existe se eu não posso saber. Essa razão universal, prática ou moral, esse determinismo, essas categorias que explicam tudo, podem provocar o riso do homem honesto. Não têm nada a ver com o espírito. Negam a sua verdade profunda, que é a de estar acorrentado. Nesse universo indecifrável e limitado, o destino do homem toma, daí em diante o seu sentido. Ergue-se um povo de irracionais, que o cerca até ao seu fim derradeiro. Restituindo à sua clarividência e agora de acordo com ela, o seu sentimento de absurdo aclara-se e torna-se preciso. Fui depressa de mais, quando disse que o mundo era absurdo. Tudo o que se pode dizer é que esse mundo não é razoável em si mesmo. Mas o que é absurdo é o confronto desse irracionalismo e desse desejo desvairado de clareza, cujo apelo ressoa no mais profundo homem. O absurdo depende tanto do homem como do mundo. É, de momento, o seu único elo. Sela-os um ao outro, como só o ódio pode unir os seres. É tudo o que posso discernir claramente neste universo sem medida, onde a minha aventura prossegue" ("O Mito de Sísifo", Albert Camus)

NON-SENSE, é um espaço absurdo, sem sentido ou propósito, sem regras ou censura. NON-SENSE é a minha maneira de ver e partilhar o mundo, é o resultado de uma anterior experiência, aperfeiçoada ao seu habitual conteúdo. NON-SENSE serve para riscares o que não interessa. NON-SENSE é essencialmente irracional.