30/11/2009

XIII - ESPERANÇA

Este texto pode parecer um pouco infantil, ingénuo ou mesmo absurdo, mas a verdade é que contra toda a história, factos e realidades, estou com alguma esperança para o encontro de Copenhaga (United Nations Climate Change Conference).

Eu sei que o mais natural é daqui a umas semanas estar aqui a satirizar a postura dos países mais desenvolvidos, ou emergentes. Países cegos pelos lobbys e interesses locais, ou se preferirmos, pessoais. Países que parecem viver dentro de uma redoma, onde a visão global serve unicamente para aumentar as exportações e nunca para qualificar mentalidades. Países que assemelham-se ao novo rico mais ignorante, que não sabe distinguir os talheres na mesa, ou acha que o melhor vinho é sempre o mais caro. Países cegos, ignorantes, egoístas e estúpidos, sim estúpidos, porque é preciso ser-se mesmo estúpido para ter olhos e não ver.

No entanto, algo parece estar a mudar, pelo menos em alguns continentes onde a informação corre livremente. Parece que após anos e anos em que o tema era considerado tabu, passou a constituir tema de discussão, e que as gerações emergentes (se calhar por estarem em idade de voto) berram bem alto e fazem-se ouvir.

Tenho alguma esperança porque já não há forma de escamotear o  problema (aquecimento global), já não há forma de esconder a realidade e os milhões de vozes que se fazem ouvir, já não dá para ocultar os nossos erros e as consecutivas consequências do nosso comportamento. Já não dá.

Tenho alguma esperança porque os políticos começam a parecer outros (ou transformaram-se porque já não nos podem ignorar). Neste momento não me interessa se um político é um falso, um vendido, desde que as suas acções sejam conduzidas por uma opinião pública consciente. 

Tenho alguma esperança, embora saiba que provavelmente vou estar aqui a satirizar o mundo e o Homem daqui a umas semanas. Se tivesse que apostar, apostava no fracasso do encontro, no entanto tenho esperança...não sei bem porquê. Tenho esperança...





23/11/2009

XII - PARA VER E OUVIR

Há certas coisas que devem ser partilhadas...Fujiya & Miyagi é definitivamente uma delas...para ver e ouvir.



20/11/2009

XI - RIDÍCULO

Deparei-me com uma notícia ridícula que refere o seguinte:

OCDE diz que portugueses perdem nível de vida até 2017

E ainda acrescenta: Portugal não conseguirá criar emprego nos próximos oito anos e terá o segundo menor crescimento dos 30 países da organização com sede em Paris[+]

Impossível…será que alguém consegue acreditar nisto? Nós!!!....nós que estamos em plena retoma, que temos todos os sistemas a funcionar optimamente, que vamos ter o TGV e um novo aeroporto, que se calhar até vamos ganhar o mundial na África do Sul…nós? RIDÍCULO…que é para não dizer absurdo!!

18/11/2009

X - O SÍMBOLO PERDIDO

Acabei de ler "O Símbolo Perdido" e apesar de tudo o que podia referir, apetece-me apenas dizer isto:

Acho que Dan Brown devia ter um conversa com José Saramago

11/11/2009

XIX - MURO INVISIVEL

A 9 de Novembro de 1989 são abertas as fronteiras entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental, cai a cortina de ferro, segue-se a reunificação de uma cidade e principalmente de um povo dividido pela hipócrisia do Homem (atenção - a natureza do Homem não é hipócrita, o seu rumo, cegueira, egoismo e individualismo, por vezes é). A 9 de Novembro de 2009 festeja-se em Berlim, como em todo o mundo, a queda de um muro, que era muito mais que uma barreira física. De alguma forma representa a restituição da liberdade, um bem exponencialmente imprescindível para uma sociedade emergente. Ao ver as imagens de há 20 anos, ao sentir o momento e a festividade actual, parece que há uma lufada de ar fresco no ar, um espalhar de felicidade e alegria, um sentimento puro, uno, global. E é verdade.

De repente vêm-me à memória as imagens de outros muros invisíveis, actuais, contemporâneos: a ocupação e opressão no Tibete, que manda para a prisão jovens que estiveram a distribuir panfletos, e abafa, destrói uma cultura; os extremistas no médio oriente que diariamente matam pessoas no Afeganistão, Iraque e Paquistão; os terrenos ocupados na Palestina com muros e balas bastante reais; as guerras em África, onde o único objectivo é ver o concorrente que chega ao cimo da pirâmide para continuar a roubar os outros; os reféns da droga na América do Sul; e os nossos responsáveis na Europa cuja actuação política encontra-se refém das relações internacionais com todos os que roubam, matam e calam, apenas porque temos boas relações económicas com eles.

Festejamos a liberdade, sentimo-nos melhor com a celebração de um muro que cai, e deviamos...mas há tanta sujidade debaixo do nosso tapete...

Vejam apenas um exemplo: Este vídeo de Michael Jackson chamado "Earth Song" de 1996, nunca foi lançado nos EUA, historicamente o maior poluidor do planeta, razão pela qual quase não foi divulgado no resto do mundo. Para evitar uma "consciência global" aplica-se um simples muro (ou lápis azul) aos media, para controlar a opinião pública. Foi em 1996 nos EUA, mas todos nos lembramos de vários exemplos actuais pelo mundo fora...certo?

01/11/2009

VII - O PREÇO "PERDIDO"

Parece que a Fnac do Chiado promove a mobilidade com descontos, quem descer um piso ganha maiores descontos. Foi assim que encontrei o "O Símbolo Perdido" de Dan Brown, primeiro com um desconto de 10% ou seja a 22,45 euros, e depois também com um desconto de 10% a 20,70 euros. Assim, quem procurasse o livro no piso inferior via a procura premiada com um valor mais apelativo. Confesso que fiquei indeciso "Então agora qual é que levo?...será que o mais barato tem páginas perdidas?", lá optei por poupar uns tostões e levei o mais barato, o que tinha o desconto de 10%! Ainda bem que o livro não era de matemática...