29/10/2009

VI - SÃO UNS BEBÉS

Pois é....fazem hoje 50 aninhos e merecem um "post". Quem é que não acompanhou as histórias destes dois gauleses e da aldeia que aterrorizou o império romano? Quem é que não ficou horas vidrado nas aventuras hilariantes destes resistentes? Quem é que não conhece as personalidades tão vincadas das várias personagens deste mundo?...pois é, eles estão aí, jovens como nunca, para nos fazer rir e divertir. Pode parecer absurdo, mas aqui dá-se os parabéns a personagens de banda desenhada. Parabéns Asterix e Obelix.



26/10/2009

V - SEM TÍTULO

Foram 45.000 bilhetes que voaram para um concerto dos "U2" em 7 horas, e outros 45.000 que desapareceram, para uma repetição do evento, em apenas 4 horas. Acho que se os U2 fizessem uma estafeta de 10 dias conseguiam vender 450.000 bilhetes, e até digo mais, provavelmente iam reformados e crianças recém nascidas, se isso implicasse um novo recorde do Guiness. Parece que os portugueses dão grandes sinais de retoma, e que as estatísticas enganam-se quando falam em 10% de desemprego na população activa. E mesmo que isso seja verdade, o que é que isso interessa quando podemos coleccionar mais um recorde para o nosso grande País. Mais um para constar ao lado da maior manta de retalhos do mundo, da maior bandeira humana ou do maior lançamento em simultâneo de aviões de papel (atenção, foi em simultâneo). Desconfio que andam-nos a enganar com estatísticas e dados económicos falsos, querem-nos meter medo, a nós, alegre população do mundo. Saio à rua de madrugada e não vejo ninguém a dormir à porta do centro de emprego, ninguém a correr atrás de trabalho, e ninguém com medo de perder o trabalho por mentir porque afinal não estava com gripe A, mas sim na fila da fnac.  Sinto-me enganado porque as medidas económicas que tomei nada ajudaram o meu País, porque o esforço extra no trabalho de nada serviu, porque a maior produção nada quiz dizer. Não percebo porque é que o governo não faz nada, como por exemplo passar a organizar concertos com desconto no IRS. Já pensaram no equilibrio económico da segurança social se tivessemos os U2, Madonna, Guns n´Roses, etc a ajudarem. Fico feliz por saber que os portugueses estão bem, que não precisam esperar pela retoma de 2010, uma vez que ela já está aí. Já não sinto a consciência pesada quando gasto dinheiro em coisas acessórias...devia ter comprado o bilhete de U2.

...ontem à minha frente na fila de supermercado estava uma senhora com um olhar carregado e o filho ao lado, tinham quatro coisas de primeira necessidade para comprar e o cartão não passou...disse que ia a casa buscar dinheiro...provavelmente não voltou.

20/10/2009

IV - MANKIND IS NO ISLAND

Por vezes gosto de vaguear no meu primeiro espaço, e embora não faça qualquer intenção em andar a colocar anteriores divagações, por mais que goste delas, muito menos temas importados (youtube and others) cruzei-me com este filme excepcional que ganhou o Tropfest NY 2008.



[Absurdo é olharmos para as paisagens e esquecermos as pessoas. Absurdo é ignorar a essencia da vida, ou seja a vida em si, os outros. Absurdo é acharmo-nos melhores quando o nosso valor é constantemente posto à prova no dia a dia. Absurdo é não olhar, não ver, não sentir. Absurdo somos nós em grande parte do dia, quando não nos revoltamos com algumas constatações da vida. Absurdo é não sermos melhores quando podemos. Absurdo sou eu, és tu. A constatação do absurdo não serve de nada se não for para construir algo que faça mais sentido...no limite, absurdo é tudo fazer sentido.]

08/10/2009

I - PROVOCAÇÃO INICIAL

"A inteligência também me diz, a seu modo, que este mundo é absurdo. Por mais que o seu contrário, que é a razão cega, pretenda que tudo é claro, em vão espero provas, desejando, embora, que ela tivesse razão. Mas sei que tudo isso é falso, apesar de tantos séculos pretensiosos e por sobre tantos homens eloquentes e persuasivos. Pelo menos nesse plano, a felicidade não existe se eu não posso saber. Essa razão universal, prática ou moral, esse determinismo, essas categorias que explicam tudo, podem provocar o riso do homem honesto. Não têm nada a ver com o espírito. Negam a sua verdade profunda, que é a de estar acorrentado. Nesse universo indecifrável e limitado, o destino do homem toma, daí em diante o seu sentido. Ergue-se um povo de irracionais, que o cerca até ao seu fim derradeiro. Restituindo à sua clarividência e agora de acordo com ela, o seu sentimento de absurdo aclara-se e torna-se preciso. Fui depressa de mais, quando disse que o mundo era absurdo. Tudo o que se pode dizer é que esse mundo não é razoável em si mesmo. Mas o que é absurdo é o confronto desse irracionalismo e desse desejo desvairado de clareza, cujo apelo ressoa no mais profundo homem. O absurdo depende tanto do homem como do mundo. É, de momento, o seu único elo. Sela-os um ao outro, como só o ódio pode unir os seres. É tudo o que posso discernir claramente neste universo sem medida, onde a minha aventura prossegue" ("O Mito de Sísifo", Albert Camus)

NON-SENSE, é um espaço absurdo, sem sentido ou propósito, sem regras ou censura. NON-SENSE é a minha maneira de ver e partilhar o mundo, é o resultado de uma anterior experiência, aperfeiçoada ao seu habitual conteúdo. NON-SENSE serve para riscares o que não interessa. NON-SENSE é essencialmente irracional.